De Cara Limpa
quinta-feira, 24 de abril de 2014
MUDANÇAS
Mais uma vez, utilizo essa ferramenta como forma de vomitar aquilo que não está sendo digerido. ( Crise? )
Antes de aplausos e/ou elogios busco a minha própria homeostase, independente de críticas ou aceitação.
Os anos passaram e junto a eles mudanças. Hoje, graduada em Psicologia, atuo no Âmbito Organizacional e, de forma concomitante, ampliarei meu campo de visão. ( mudanças por vir)
Ao ler o Blog, já mencionado acima, percebi que a vida gira em torno de mudanças, e, em um piscar de olhos, tudo muda.
Como diria Camões: "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"
Foi dada a largada! ( de novo)
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Violência.
A violência está assolando cada dia mais a sociedade. O que é mais triste é que deixou-se banalizar. Vivemos em uma "distância ótima" em que assistimos a tudo, nos sensibilizamos, mas não o necessário para nos mobilizar.
Esses ataques são de todas a ordens. Os recentes fatos podem exemplificar : policiais que com o abuso da força, da tirania, da opressão matou uma criança de 10 anos, aliciadores, traficantes que decapitam adolescentes , ex-namorado enciumado que arremessa diante de um carro a prima da namorada, matança aos mendigos(..) . Ou seja, vem de todos os lados sem limitações.
Só em salvador a violência cresceu 277% em 10 anos, quando somado ao da Região Metropolitana, o número sobe para 386% de aumento nos casos de violência. Superando São Paulo, a 6ª maior cidade do planeta.
O que podemos fazer para sanar com a violência? a culpa é do governo, da falta de saúde, educação? comodismo da sociedade?
"A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional."
Isis Sande
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Cala boca nordestinos
Segue..
A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
Por José Barbosa Junior (carioca)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Orla Salvador
Embora seja um tema que já foi bastante discutido, diante do cenário catastrófico o qual se encontra, acho extremamente relevante o debate.
Com propostas de melhorias, as barracas de praia de toda a orla metropolitana foram derrubadas. Sem ao menos, o novo projeto ter sido aceito. Ao invés de irem destruindo na proporção que fossem construindo, dando subsídios de sobrevivência para os trabalhadores, preferiam agir drasticamente. Destruindo tudo, deixando a orla sem estruturas para os barraqueiros trabalharem, como também para os soteropolitanos aproveitarem.
A ditadura está no ar. A democracia mais uma vez se posiciona como segunda opção. Barracas destruídas, orla em progresso: favelização.
Em uma luta constante pela sobrevivência os barraqueiros continuam funcionando improvisadamente, com toldos, lençóis, papelões, mangueiras, isopor (...). Um verdadeiro holocausto. Governado por hipócritas que jogam de acordo com seus interesses estigmatizando cada vez mais a classe proletária. Mais uma vez deixando a educação e da saúde, direitos básicos do cidadão a mercê.
O que é ainda mais lastimável é o posicionamento de alguns. Uma burguesia, medíocre e individualista, que está pensando em um ideal utópico de praia azul, aceitando a essas medidas deploráveis. Sem parar para questionar que não possuímos subsídios para isso.
Se a orla pertence a marinha, e deve-se respeitar o limite de metros, questiono-me : Quando que a a Bahia marina, o Yatch, Trapiche, Barra vento, Hotel Grand Stella Maris (..) Serão derrubados ?
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Acabou!
Urfah, até que enfim. Acabou!
E assim passamos o pós eleição, com a sensação de dever cumprido.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
31 de outubro : Halloween
È digno fazer esse post com a temática do halloween. Quem foi que disse que no Brasil não existia dia das bruxas? Alguém dúvida que as eleições de 2010 sejam um bom exemplo disso?
Estamos vivenciando o momento pré- eleições do segundo turno. Em que, não menos deplorável, os candidatos presentes assumem, cada vez mais, papéis e posturas mesquinhas.
Uma verdadeira "mesquinharia política, da podridão eleitoral, das pequenas trapaças, das grandes armações e do vale - tudo em nome do poder". O Brasil não poderia estar vivenciando, jamais, essa imundice política. Ao invés de estarem discutindo transformações, melhorias, planos de ação, estão fazendo da política uma verdadeira competição, uma guerra Fratricida, bem adjetivado por Marina Silva. Vejo em pesquisas, informais, que as pessoas estão indo as urnas por obrigação. Aqueles que não voltarão nulo/branco optaram em votar pelo "menos pior". Até que ponto isso é permissível? Escolher entre o candidato da bolinha de papel e da fita adesiva ou a candidata da bexiga d'água? Vamos comemorar, afinal é dia das bruxas!
Isis Sande
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Estereótipos de Beleza.
O verão está chegando, e a busca desenfreada pelo corpo perfeito caminhando paralelamente.
È incrível o poder de manipulação que a mídia detém. Trazendo de formas diretas e indiretas as representações de beleza como um meio de inserção social.
Antigamente, o publico alvo desse culto a vaidade eram as mulheres. Hoje em dia, não existe essa distinção. Tanto homens quanto mulheres fazem parte dessa busca insaciável pela perfeição.
Tendo como referenciais figuras midiáticas, criaram-se vários mitos de beleza com a proposta de engajamento social. Lábios carnudos, bumbum e seios, fartos e arrebitados, dentes cada vez mais claros, corpos magros, abdômen de tanquinho, bronzeamentos, juventude eterna...
Uma ampla gama de características que tem como fim uma aceitação social a qual os meios tornam-se irrelevantes. Ainda mais com a chegada do verão, correndo contra o tempo, qualquer atitude é válida para poder desfilar na praia com segurança.
Que segurança é essa? Estar enquadrado aos padrões? Será que vale de fato tudo para estar na modinha? Devemos aceitar a todos os estereótipos de beleza para inserir-se na sociedade? E a saúde e o bem estar?
O crescimento do uso de anabolizante é uma grande prova do que está sendo importante. Uns pra crescer, outros pra diminuir, mais outros pra definir. O que não falta são produtos no mercado para atender a demanda do público.
Além das velhas cirurgias plásticas, que começam com uma ajeitadinha aqui, outra ali, tornando o indivíduo cada vez mais, irreconhecível.
Uma verdadeira ditadura pela beleza.
O quanto será que estamos preocupados e somos influenciados por esses estereótipos? Quais são os prejuízos que isso nos traz?
Venho trazendo uma reflexão a todos para uma possível desconstrução de paradigmas e uma real visão sobre o que é ser bonito e saudável. Para que possamos nos conscientizar e prestar mais atenção nos comportamentos que nos é imposto e acabamos sucumbindo, trazendo para nossas vidas prejuízos irreparáveis. Assim como também preconceitos e discriminações que estão em nós enraizados e acabamos semeando de forma inconseqüente.
Isis Sande